sao luis / MA - quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Distorções cognitivas

Distorções cognitivas

    Os pacientes tendem a cometer erros constantes em seu pensamento. Com freqüência, há uma tendência sistemática negativa no processamento cognitivo dos pacientes que sofrem de um transtorno psiquiátrico (Beck, 1976). Quando o paciente expressa um pensamento automático, o terapeuta anota (mentalmente,verbalmente ou por escrito) o tipo de erro que ele parece estar cometendo.  Alguns pacientes gostam eles mesmos do desafio intelectual de rotular suas próprias distorções.
    Embora alguns pensamentos automáticos sejam verdadeiros, muitos são falsos ou apenas possuem algumas parcelas de verdade. Erros típicos de pensamento incluem:


1. Pensamento do tipo tudo-ou-nada (também chamado de pensamento preto-e-branco, polarizado ou dicotômico): Você vê uma situação em apenas duas categorias em vez de um contínuo. Exemplo: “Se eu não for um sucesso total, eu sou um fracasso.”


2. Catastrofizando (também denominado adivinhação): Você prevê o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis. Exemplo: “Eu ficarei tão aborrecida que não serei capaz de agir direito.”                                                                                                                                                                                                         
3. Desqualificando ou desconsiderando o positivo: Você irrazoavelmente diz para si mesmo que experiências, atos ou qualidades positivos não contam. Exemplo: “Eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que eu seja competente; eu apenas tive sorte.”


4. Argumentação emocional. Você  pensa que algo deve ser verdade porque você “sente” (em realidade,acredita) isso da maneira tão convincente que acaba por ignorar ou desconsiderar evidências contrárias. Exemplo: “ Eu sei que eu faço muitas coisas certas no trabalho, mas eu ainda me sinto como se eu fosse um fracasso.”


5. Rotulando: Você coloca um rótulo global e fixo sobre si mesmo ou sobre os outros sem considerar que as evidências poderiam ser mais razoavelmente conduzidas a uma conclusão menos desastrosa. Exemplo: “Eu sou um perdedor. Ele não presta.”


6. Magnificação/minimização: Quando você avalia a si mesmo, outra pessoa ou uma situação, você magnífica irracionalmente o negativo e/ou minimiza o positivo. Exemplo: “Receber uma nota medíocre prova quão inadequada eu sou.Obter notas altas não significa que eu sou inteligente.”


7. Filtro mental (também denominado abstração seletiva): Você presta atenção indevida a um detalhe negativo em vez de considerar o quadro geral. Exemplo: “Porque eu tirei uma nota baixa na minha avaliação [que também continha várias notas altas] isso significa que estou fazendo um trabalho deplorável.”


8. Leitura mental: Você acha que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar outras possibilidades mais prováveis. Exemplo: “Ele está pensando que eu não sei nada sobre esse projeto.”


9. Supergeneralização : Você tira uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação atual. Exemplo: “[Porque eu me senti desconfortável no encontro] eu não tenho o que é necessário para fazer amigos.”


10. Personalização: você acredita que os outros estão se comportando negativamente devido a você, sem considerar explicações mais plausíveis para o seu comportamento. Exemplo: “O encanador foi rude comigo porque eu fiz algo errado.”


11. Declarações do tipo “eu deveria” e  “eu devo” (também chamadas imperativas): Você tem uma idéia exata estabelecida de como você ou os outros deveriam comportar-se e você superestima quão ruim é que essas expectativas não sejam preenchidas. Exemplo: “É terrível que eu tenha cometido um erro. Eu deveria sempre dar o melhor de mim.”


12. Visão em túnel: Você vê apenas os aspectos negativos de uma situação. Exemplo: “O professor do meu filho não sabe fazer nada direito. Ele é crítico, insensível e ensina mal.”


13. Supervalorizando o oposto (hipótese do oposto): A creditar que se você não gosta de “X” você vai gostar do oposto de “X”. Exemplo: “Se não gosta de alguém tagarela, vai gostar de alguém calado.”


14. Buscar lógica em tudo (onde não há lógica). Exemplo: “ Querer entender o porque de acontecimentos que ocorrem ao acaso[encontrar o motivo ou o culpado para tudo].